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Quem Somos

 » Perguntas Frequentes - Programa Biblioteca Viva

Programa Biblioteca Viva

 


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Por que surgiu o Programa Biblioteca Viva
O programa surgiu da iniciativa de profissionais ligados às áreas de educação e literatura como uma proposta de formar leitores entre a população infanto-juvenil de famílias de baixa renda. No Brasil, são poucas as bibliotecas públicas e escolares, os livros não são objetos acessíveis a todos, seja por seu preço seja pelas escassas políticas públicas de leitura, e quase sempre eles são vistos somente como instrumento didático. Na visão da criança, esta situação "escolarizada" do livro pode torná-lo objeto de provas e avaliações e, pior, de reprovação

A aprendizagem da leitura, em seu sentido mais restrito, a alfabetização, ocorre, na maioria dos casos, na infância. Assim também é a formação do leitor. Aqueles que tiveram em seus primeiros anos de vida uma relação prazerosa e agradável com os livros, normalmente, se tornam adultos leitores. Na medida em que a transmissão cultural e informacional está cada dia mais complexa e rápida, os indivíduos que se encontram distantes da leitura e sem competência para procurar e selecionar as informações de que necessitam, tornam-se potencialmente excluídos dos processos produtivos e sociais.

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Quais são os resultados qualitativos do programa?
O Programa Biblioteca Viva beneficia todos os envolvidos, tanto os mediadores quanto as crianças, os adolescentes e suas comunidades. Os educadores das organizações sociais, depois de formados, além de mediar a leitura trabalham na formação de novos mediadores, o que multiplica os benefícios do Biblioteca Viva. As famílias das crianças podem ter acesso à leitura através dos empréstimos de livros, o que amplia o número de leitores que cada organização pode beneficiar.

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Qual o papel de cada parceiro no programa?
O Citi é o patrocinador do programa, fornece equipe técnica e transferência de metodologia, interferindo também nas decisões estratégicas (de rumo) do Biblioteca Viva. O Ministério da Saúde fornece logística, rede de hospitais onde são instaladas as bibliotecas e livros.

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Qual a abrangência territorial do programa?

Atualmente há Biblioteca Viva nas seguintes cidades:

Anápolis/GO, Bauru/SP, Belo Horizonte/MG, Blumenau/SC, Brasília/DF, Campinas/SP, Campo Grande/MS, Cotia/SP, Curitiba/PR, Diadema/SP, Fortaleza/CE, Fundão/RJ, Limeira/SP, Mauá/SP, Niterói/RJ, Osasco/SP, Paraibuna/SP, Parati/RJ, Piracicaba/SP, Porto Alegre/RS, Recife/PE, Ribeirão Preto/SP, Rio de Janeiro/RJ, Salesópolis/SP, Salvador/BA, Santo André/SP, São Bernardo do Campo/SP, São Caetano do Sul/SP, São Paulo/SP, Serrana/SP, São Luiz/MA, Sorocaba/SP e Taguatinga/DF.

Ao final do tratamento será encaminhada uma nova criança ou um novo adolescente para atendimento.

Atendimento Institucional
Na organização, o profissional realizará procedimentos preventivos e de diagnóstico para futuro atendimento clínico por outro profissional.
Neste grupo estão incluídas as cidades onde existem bibliotecas vivas em hospitais.

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Atualmente o programa está selecionando novas organizações para implantar Bibliotecas Vivas?
Não. O programa está sendo sistematizado, pois está servindo de referência para a política de humanização hospitalar desenvolvida pelo Ministério da Saúde.

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Que prêmios o programa já recebeu?
O programa já recebeu os seguintes prêmios:

Prêmio Gentileza Urbana do Instituto dos Arquitetos do Brasil 1996, Belo Horizonte (MG)
Como uma iniciativa que contribui para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos da área urbana.

Prêmio ECO 1997
Categoria Cultura, concedido pela Câmara Americana do Comércio.

Menção Honrosa no III Concurso "Os Melhores Programas de Incentivo à Leitura"
Concedido pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, Ministério da Cultura.

Prêmio Felaban de Comunicación en Mercadeo Financiero 1999
Concedido pela Federación Latinoamerica de Bancos , Lima, Perú.

Indicação para o Prêmio ECO Especial 20 anos
O Biblioteca Viva foi selecionado na categoria cultura entre as 10 melhores práticas sociais ganhadoras nos últimos 20 anos do prêmio ECO. O programa concorreu com 111 projetos.

Conferência Habitat II
Incluído entre as 300 melhores práticas urbanas na Conferência Habitat II, em Istambul, junho de 1996.

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Que desdobramentos o Programa Biblioteca Viva teve?

  • Uma nova linha de ação do programa surgiu a partir do trabalho em instituições de saúde, como hospitais e entidades de atendimento a crianças portadoras de deficiências. Essas experiências chamaram a atenção do Ministério da Saúde, que buscou a Fundação Abrinq para realizar uma parceria com o programa, incluindo-o em suas ações de humanização da assistência à criança hospitalizada a partir do ano de 2001.

    O Projeto Biblioteca Viva em Hospitais
    é, portanto, uma ação conjunta entre a Fundação Abrinq, o Ministério da Saúde e o Citi, com o objetivo de levar a leitura e livros de qualidade para hospitais públicos que atendem crianças e adolescentes. O projeto forma profissionais da área da saúde para que atuem como mediadores de leitura para as crianças internadas ou em atendimento ambulatorial. Além disso, acervos de literatura infanto-juvenil são doados para os hospitais parceiros.

  • O Programa Biblioteca Viva doou micro computadores seminovos para instituições que receberam a Biblioteca Viva, levando a informática para crianças, jovens e educadores por meio da disponibilização de jogos educativos e textos nesses equipamentos.

  • Mobilizou jovens de escolas particulares, escolas públicas e organizações sociais para atuarem voluntariamente como mediadores de leitura.

  • Projeto Biblioteca Viva no Museu - parceria do Programa Biblioteca Viva e o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM): jovens das organizações sociais realizam a mediação de leitura na marquise do museu, atividade aberta a todos que freqüentam o parque do Ibirapuera (principal parque da cidade de São Paulo) e o MAM, levando os livros e as histórias para um espaço público.


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Como será a continuidade do Biblioteca Viva?
O Programa Biblioteca Viva já teve duas fases e em 2002 iniciou a terceira:

  • Fase I, de 1995 a 1997 - implantação de Bibliotecas Vivas no país;
  • Fase II, de 1998 a 2001 - implantação de novas Bibliotecas Vivas e acompanhamento das já instaladas;
  • Fase III, de 2002 a 2004 - nesta fase, o objetivo foi disseminar o programa e ampliar o seu raio de ação.


Uma das estratégias é a elaboração de publicações, vídeos e programas multimídias que auxiliem as organizações parceiras a reproduzir o programa de acordo com sua realidade. A outra foi a formação de pólos de capacitação de multiplicadores, que será realizada no Projeto Biblioteca Viva em Hospitais.

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E os resultados qualitativos?

  • Aumentou a aceitabilidade das crianças ao tratamento e à internação;
  • Facilitou a integração das crianças e de seus acompanhantes com os profissionais dos hospitais;
  • Valorizou as funções dos funcionários envolvidos no projeto;
  • Contribuiu para a formação de novos leitores;
  • Ampliou o acesso à leitura de histórias e aos livros;
  • Ampliou o debate sobre a questão da humanização da assistência à criança hospitalizada e sobre políticas públicas de humanização deste atendimento.



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Que hospitais podem participar do Projeto Biblioteca Viva em Hospitais?
A escolha é feita pelo Ministério da Saúde a partir dos seguintes critérios:

  • Ser um hospital pediátrico que atenda crianças com média de permanência de 5 dias ou mais;
  • Pertencer à rede do Sistema Único de Saúde;
  • Ser indicado pelas secretarias estaduais e municipais de Saúde;
  • Estar localizado em grandes cidades;
  • Dispor de 20 leitos ou mais destinados a crianças e adolescentes.



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Como é realizado o trabalho?
As histórias estão no dia-a-dia dos hospitais. Os profissionais de saúde, pais, acompanhantes dos pacientes capacitados como mediadores lêem para as crianças e adolescentes nos corredores, salas de espera, enfermarias, etc.


Nenhum espaço destas instituições tem ficado excluído da ação do projeto, até mesmo as unidades de tratamento intensivo e os pronto-socorros se beneficiam desta ação. Para isso, foram desenvolvidas por arquitetos voluntários estantes móveis sobre rodízios e mochilas que se abrem em vistoso mostruário de livros e podem ser penduradas até mesmo em suportes de soro.

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As bibliotecas estão sendo montadas com doações?
O acervo inicial é selecionado e doado pela Fundação Abrinq, Citi e Ministério da Saúde. Também são oferecidas as estruturas para os livros - mobiliário, tapete, almofadas etc.

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Quem pode participar do projeto como mediador?
Para participar como mediador de leitura é preciso que a pessoa passe por uma formação. São envolvidos prioritariamente no processo os profissionais de saúde da instituição hospitalar que faz parte do projeto e voluntários já atuantes na mesma.

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